Psirico faz o melhor ensaio de Salvador

Postado dia 09/01/2009 em Música, Show
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Isso é que é ensaio! Márcio Victor já entra no palco estourando as caixas de som, estrondando e estourando qualquer ouvido. O grupo afro Malê Debalê abriu o show contagiando a todos com o som dos seus tambores, e os belos negros e negras dançando à vontade. Parece uma terça-feira de carnaval, com todos pulando e cantando o sucesso do grupo.

O som é contagiante de uma forma que nem a musa Ivete Sangalo resistiu: na terceira música, ela já estava em uma das sacadas pulando, gritando e pedindo pra descer, estava louca. E ela então desceu. É claro não podia ser diferente, Toda Boa foi música escolhida para marcar a entrada da cantora, que pulou e dançou até não podia mais. Márcio Victor também fez questão de cantar e decidir que a música Dalila vai ser a música do carnaval, e parece que vai mesmo.

Pra completar ainda teve a presença do Bando de Teatro Olodum, que fez a festa no palco relembrando a turma do Ó Paí, Ó. Reginaldo, Yolanda, Matias e a Baiana estavam lá, fora os outros.

Ah, e quem marcou presença também foi a ilustre vereadora Leo Kret do Brasil, quebrando tudo e prestigiando a festa.
Vale a pena dar uma olhada na galeria de fotos da festa, estão lá Ivete, Márcio Victor, e é claro, nossa vereadora.

Recomendamos de qualquer forma: gente animada, tranquilidade, sem violência. Até Caetano que estava indo pra o ensaio de Jau passou por lá pra curtir! Todas as quintas, às 21h no Museu du Ritmo.

Não deixe de chegar em nossa galeria de fotos do show!

Porque Márcio Victor é um gênio da música

Postado dia 06/01/2009 em Artes, Música
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Há um tempo atrás esteve aqui em Salvador o músico João Gilberto, que é considerado um gênio da música brasileira. Ingressos esgotados e gente dormindo na fila da bilheteria do TCA marcaram a passagem deste senhor. O que João Gilberto e Márcio victor têm em comum? Ambos são baianos, e criadores de estilos musicais.

João Gilberto é o pai da tão admirada Bossa Nova, estilo que está intimamente relacionado a nomes como Tom Jobim e Vinicius de Moraes. Ele continua até hoje com o mesmo estilo, tocando sozinho com seu violão, e emocionando dos mais antigos aos mais novos.

Os mais exaltados já devem estar me xingando por estar comparando João Gilberto a Márcio Victor. O que estou tentando fazer aqui é uma reflexão sobre a criatividade dos nossos “artistas”. Márcio Victor é um músico experiente e devidamente reconhecido, que já trabalhou com boa parte da “nata” da nossa música: Carlinhos Brown, Daniela Mercury, Caetano Veloso, João Bosco e por aí vai. Aqui em Salvador, é nítida a tentativa de algumas bandas (entre elas Parangolé e Leva Nóiz) de seguir este novo estilo, criado pelo soteropolitano da Federação.

Acontece que o preconceito que alguns têm com o axé faz com que este fato passe despercebido. Alías, é um preconceito ridículo. Axé, pagode, ou seja lá o que for, são músicas feitas para dançar, animar, balançar o corpo, e não para ouvir e refletir sobre a vida. Quem não gosta deste tipo de música, geralmente não gosta de dançar, ou de grandes aglomerações como o carnaval, por exemplo. Um dia vi no programa CQC da Band, o apresentador Rafael Bastos fazer piada com o axé citando Carlinhos Brown. Eu acho que ele nunca ouviu Carlinhos Brown na vida dele, mas com certeza já ouviu Marisa Monte, e deve até gostar. Será que ele sabe que ela gravou dois CDs cheios de composições de Brown? Isso sem contar a parceria conhecida como Tribalistas, onde a produção musical é toda dele.

Psirico não é pagode. Quem quiser que procure o cavaquinho e o pandeiro, tão característicos do estilo. Talvez estejam lá por uma questão de sonoridade, mas definitivamente não são as peças principais do palco. Quem nunca pensou nisso e quiser conferir, o ensaio da banda acontece todas as quintas, no Museu du Ritmo.