Porque Márcio Victor é um gênio da música

Postado dia 06/01/2009 em Artes, Música
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Há um tempo atrás esteve aqui em Salvador o músico João Gilberto, que é considerado um gênio da música brasileira. Ingressos esgotados e gente dormindo na fila da bilheteria do TCA marcaram a passagem deste senhor. O que João Gilberto e Márcio victor têm em comum? Ambos são baianos, e criadores de estilos musicais.

João Gilberto é o pai da tão admirada Bossa Nova, estilo que está intimamente relacionado a nomes como Tom Jobim e Vinicius de Moraes. Ele continua até hoje com o mesmo estilo, tocando sozinho com seu violão, e emocionando dos mais antigos aos mais novos.

Os mais exaltados já devem estar me xingando por estar comparando João Gilberto a Márcio Victor. O que estou tentando fazer aqui é uma reflexão sobre a criatividade dos nossos “artistas”. Márcio Victor é um músico experiente e devidamente reconhecido, que já trabalhou com boa parte da “nata” da nossa música: Carlinhos Brown, Daniela Mercury, Caetano Veloso, João Bosco e por aí vai. Aqui em Salvador, é nítida a tentativa de algumas bandas (entre elas Parangolé e Leva Nóiz) de seguir este novo estilo, criado pelo soteropolitano da Federação.

Acontece que o preconceito que alguns têm com o axé faz com que este fato passe despercebido. Alías, é um preconceito ridículo. Axé, pagode, ou seja lá o que for, são músicas feitas para dançar, animar, balançar o corpo, e não para ouvir e refletir sobre a vida. Quem não gosta deste tipo de música, geralmente não gosta de dançar, ou de grandes aglomerações como o carnaval, por exemplo. Um dia vi no programa CQC da Band, o apresentador Rafael Bastos fazer piada com o axé citando Carlinhos Brown. Eu acho que ele nunca ouviu Carlinhos Brown na vida dele, mas com certeza já ouviu Marisa Monte, e deve até gostar. Será que ele sabe que ela gravou dois CDs cheios de composições de Brown? Isso sem contar a parceria conhecida como Tribalistas, onde a produção musical é toda dele.

Psirico não é pagode. Quem quiser que procure o cavaquinho e o pandeiro, tão característicos do estilo. Talvez estejam lá por uma questão de sonoridade, mas definitivamente não são as peças principais do palco. Quem nunca pensou nisso e quiser conferir, o ensaio da banda acontece todas as quintas, no Museu du Ritmo.

Ahm?

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Um comentário em “Porque Márcio Victor é um gênio da música”

  • Daniel disse:

    Achei esse texto tão superficial que em certo momento diz que Marisa Monte tem 2 discos com várias composições do Brown… isso acontece desde 95, ou seja, são 5 discos, e mais Tribalistas, com a parceria.

    Márcio Vitor é um excelente músico sim, mas isso não quer dizer que “toma negona, toma chupeta” seja algo admirável. Muito menos genial. Claro que ele utiliza seu talento para tal, mas não é com a arte ou com a alegria sugerida no texto, aquela de desligar o cerebro e dançar, que ele está preocupado essencialmente. A genialidade do Marcio Vitor está em fazer o que vende. Ele está errado? Não. Mas não acho que ele tenha mais valor que qualquer pagode “baixo-astral”.

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