Ontem, 17 de fevereiro, o mestre Carlinhos Brown fez uma coletiva de imprensa para divulgar seus planos de carnaval. Segundo ele, a idéia é explorar o tema “mudanças climáticas”. Como? O camarada vai colocar no trio dele uma baleia de mais de dez metros de comprimento, feita todinha de garrafas pet, 400 quilos no total. Não satisfeito, ainda terá uma réplica de urso polar bem na frente do trio, que estará “congelado”. É mole?
O artista ainda vai lançar mais uma música durante o caranval, entitulada Earth mother water. Wow!
Pra fechar a coletiva, uma idéia show de bola: no tradicional arrastão da quarta-feira de cinzas, a banda Olodum fará o som com a Timbalada, dando gás a nova Timbaolodumlada. É só pra comemorar a maioridade da Timbalada, 30 anos de carreira de Brown, e mais 30 anod do Olodum.
Se eu sou o piloto do Camarote Andante, me retava.
Fonte: Jornal Correio* (18/02/2009)
O Passeio Público (Teatro Vila Velha, Campo Grande) está recebendo um tipo de espetáculo diferente, uma mistura de música e culinária. Veja aí:
Jarbas Bittencourt apresenta Cozinhando o Som no Cabaré dos Novos, no dia 31 de Janeiro (Sábado), no Cabaré dos Novos do Teatro Vila Velha (Passeio Público – Campo Grande), às 17:30h.
Cantor e compositor conhecido por trilhas para espetáculos e participação na banda Confraria da Bazólia faz show-solo embalado por música e boa comida.
O show Cozinhando o Som, que traz composições suas e algumas parcerias, tem a base instrumental formada por um Power Trio (violão/baixo/bateria) e algumas participações instrumentais (bandolim, percussão, sax e flauta). O público terá a oportunidade de conferir a interpretação de Jarbas para as suas canções que marcaram espetáculos de dança e teatro e também conhecer novas canções, trabalhadas nesta fase solo.
Enquanto Jarbas ‘Cozinha o Som’, a chef e proprietária do restaurante Mocambinho, Ilsa Barbosa, cozinha suas receitas com a participação do público. Entre aromas e condimentos as canções vão permeando a noite. Ingredientes, temperos, temperaturas e recipientes vão se fundindo às canções, fazendo o público dançar e se emocionar. Ao final do show o jantar será servido completando a experiência sensorial de cozinhar sons e cheiro-verdes.
Interessante né? Então adiante o passo, pois a última apresentação será no dia 31 de janeiro.
Há um tempo atrás esteve aqui em Salvador o músico João Gilberto, que é considerado um gênio da música brasileira. Ingressos esgotados e gente dormindo na fila da bilheteria do TCA marcaram a passagem deste senhor. O que João Gilberto e Márcio victor têm em comum? Ambos são baianos, e criadores de estilos musicais.
João Gilberto é o pai da tão admirada Bossa Nova, estilo que está intimamente relacionado a nomes como Tom Jobim e Vinicius de Moraes. Ele continua até hoje com o mesmo estilo, tocando sozinho com seu violão, e emocionando dos mais antigos aos mais novos.
Os mais exaltados já devem estar me xingando por estar comparando João Gilberto a Márcio Victor. O que estou tentando fazer aqui é uma reflexão sobre a criatividade dos nossos “artistas”. Márcio Victor é um músico experiente e devidamente reconhecido, que já trabalhou com boa parte da “nata” da nossa música: Carlinhos Brown, Daniela Mercury, Caetano Veloso, João Bosco e por aí vai. Aqui em Salvador, é nítida a tentativa de algumas bandas (entre elas Parangolé e Leva Nóiz) de seguir este novo estilo, criado pelo soteropolitano da Federação.
Acontece que o preconceito que alguns têm com o axé faz com que este fato passe despercebido. Alías, é um preconceito ridículo. Axé, pagode, ou seja lá o que for, são músicas feitas para dançar, animar, balançar o corpo, e não para ouvir e refletir sobre a vida. Quem não gosta deste tipo de música, geralmente não gosta de dançar, ou de grandes aglomerações como o carnaval, por exemplo. Um dia vi no programa CQC da Band, o apresentador Rafael Bastos fazer piada com o axé citando Carlinhos Brown. Eu acho que ele nunca ouviu Carlinhos Brown na vida dele, mas com certeza já ouviu Marisa Monte, e deve até gostar. Será que ele sabe que ela gravou dois CDs cheios de composições de Brown? Isso sem contar a parceria conhecida como Tribalistas, onde a produção musical é toda dele.
Psirico não é pagode. Quem quiser que procure o cavaquinho e o pandeiro, tão característicos do estilo. Talvez estejam lá por uma questão de sonoridade, mas definitivamente não são as peças principais do palco. Quem nunca pensou nisso e quiser conferir, o ensaio da banda acontece todas as quintas, no Museu du Ritmo.
Pra você que curte um som e um clima mais light, não pode perder essa dica: todos os sábados, das 18h às 21h (pontualmente), vá ao Museu de Arte Moderna da Bahia (muita gente conhece por Solar do Unhão) e conheça o projeto jam no man. Muita gente bonita de todas as idades vão curtir o som do jazz em uma área aberta, ao pôr-do-sol.
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A partir desta sexta-feira, 26 de dezembro, Mariene de Castro estará no Cais Dourado toda semana levando um samba de raiz para os bons ouvintes. A cantora promete um clima bem harmonizado, com a presença de grupos de manifestação popular, e até picolé da Capelinha. Em entrevista ao Jornal Bahia Meio Dia desta sexta-feira, ela disse que a idéia é criar um clima de festa de largo e interior.
Serviço:
Santo de Casa com Mariene de Castro
Quando: todas as sextas, até o carnaval, a partir das 19h
Onde: Cais Dourado – Comércio
Quanto: R$40, na TicketMix e no local
Info: 3242-2200