O Festival de Verão desse ano veio com muitas espectativas: a atração internacional, a dupla do momento, a rainha de sempre, os blocos do carnaval. Estive lá na sexta-feira, e vi muitas coisas interessantes. Mas pra mim, o mais intrigante foram os shows.
Antes de falar deles, quero falar de outros dois assuntos: estrutura e preços. O estacionamento para o evento continua sendo um problema, mas fica cada vez mais caro. Quinze reais não me parece ser um preço muito justo. Eu não entendo qual o cálculo é usado para definir o valor do estacionamento em Salvador. Por exemplo: um show no Wet normalmente custa R$10,00. Nos ensaios do Harmonia, R$5,00. Mudou o quê? O local é o mesmo, as vagas são as mesmas. O serviço é o mesmo, mas o preço… Então o que mudou no estacionamento do Festival? Não sei. O pessoal do SINDIGUARDA estava lá trabalhando mas nõ sei quanto eles cobravam. Tive que colocar o carro um pouco mais distante, e saiu pela bagatela de quatro reais. É claro, eram os flanelinhas não credenciados, mas fazer o que se não havia nenhum credenciado no local? A propósito, quando voltei não havia mais ninguém tomando conta dos carros, é claro. Mas os trabalhadores do SINDIGUARDA estavam lá na área deles, muito bom.
Muitos palcos espalhados pela área do Festival, com atrações de estilos diferentes, pra todos os gostos. Vi alguns problemas, e vou tentar me lembrar de todos aqui.
- Palco Principal: som baixo, e em alguns shows chegava a ter qualidade ruim. Quem estava no fundão tinha a sensação que estava ouvindo o som de casa. Deve ter sido por causa da proximidade com o Palco do Samba.
- Palco do Samba: pequeno, apertado e abafado. Ainda por cima você coloca Revelação pra tocar lá dentro. Com todo exagero, quase caiu tudo, ainda vou falar sobre esse show.
- Arena Maurício de Nassau: Acho que essa faculdade gastou uma grana lá, mas não teve a visibilidade que deveria ter. Nem me senti interessado em entrar lá.
- Banheiros: loooooooooonge… e como vocês sabem, os homens não aguentam, e acabam “descarregando” em áreas mais acessíveis.
- Smirnoff: tava caro viu? R$7,00!!! Lá fora era R$3,00, preço bom.
Tem também as coisas boas:
- Cerveja: preço aceitável, R$3,00 a latinha de Skol. Dessa vez eles acertaram, pensei que seria mais caro.
- Artistas da terra: Amanda Santiago, Samba de Cozinha, Batifun… coisa boa, temos que dar mais moral a esse pessoal.
- Polícia Militar da Bahia: parecia que estava em todos os lugares ao mesmo tempo. patrulhamento perfeito. De vez em quando um gaiato aparecia imobilizado. Parabéns!
Pra completar, duas observações: Os shows do Asa de Águia e do Jammil… show pra turista ver. Durval não parecia tão empolgado como antigamente, e Jammil parecia o CD estava tocando de tão certinha que estava a banda. Acho que esses caras tem uma performance muito melhor no trio, onde rola a improvisação, e a troca de energia com a galera é maior.
O melhor show da noite? Revelação. A banda está estourada de sucessos. Todo mundo cantava e sambava, apesar do aperto e do calor. Merecia o palco principal. Como diz um primo meu, vendeu uns quinhentos abadás com aquele show.
Brigas, confusão… se eu não falei nada, é porque não vi.
Querem fotos? No Imbuí tem.
Pessoal, opinião humilde, de um mero espectador, e de apenas um dia do evento. Até o próxima.







