Hoje li um post do meu amigo Pablo, autor e esculhambador do www.sooschatossobrevivem.blogspot.com. Fiquei Fã.
Ele fez breves observações sobre o atual estado da música baiana, a qual aqui chamaremos de Axé (também). Concordo com tudo, mas gostaria de completar as falas do nosso amigo.
Apesar da grande criatividade e capacidade de inovação da nossa música, a cada dia que passa um defeito cresce neste meio: o capitalismo. e acredito que esse seja o motivo pra tantos nascimentos e mortes de bandas aqui. Poucos ainda fazem música somente por gostar, e os que ainda o fazem, estão submetidos a verdadeiros monstros engolidores de dinheiro. Todo trabalho deve ser remunerado, mas calma gente, agora todos querem fazer seu pé-de-meia em um ano. Assim não dá.
Como eu posso pagar R$1250,00 para sair com Ivete Sangalo no carnaval? São aproximadamente 5000 pessoas no bloco, o que dá R$6250000,00 (seis milhões e duzentos e cinquenta mil reais, isso mesmo). Será que isso cobriu os custos e deu algum lucro? É claro que estou avaliando o carnaval de forma pontual, como se nada mais existisse, mas ainda assim acho um exagero.

Missinho
Em uma entrevista para a Revista da Metrópole número 15, página 12, Missinho (pra quem não sabe, ele foi o vocalista do chiclete, antes banda Scorpius) conta como foi que ele saiu da banda:
A falta de vocação para o estrelato e o relacionamento em processo de desgaste com os companheiros de banda contribuíram para que Missinho tomasse uma decisão que representou um momento-chave na vida dele. “Não dava mais. O clima era ruim e eu estava cansado daquela mesmice”, conta.
Mas até ele já vê coisa boa nesse movimento:
“Se eu soubesse o segredo do Chiclete, iria montar uma banda e ficar milionário também”
Aí eu me pergunto, o que eu faço? Gasto alguns meses de salário pra aproveitar o melhor da nossa música, ou espero o Tripodão passar e cair na gandaia (Pablo, tô esperando você lá)? Pra assalariado, não dá.
Bons tempos o de Armandinho, Dodô e Osmar. E viva a Fubica!